A LOUCURA DO NATAL – UM PARADOXO ATEMPORAL
O natal se assenta sobre um paradoxo
enigmático, é um convite a um deslumbramento incompreensível à pequenez humana,
onde simplicidade e complexidade se entrelaçam em harmonia. Tão sublime quanto
profundo, belo tanto quanto louco, misterioso sim, perturbador com certeza! As
palavras se esforçam na tentativa de dar algum sentido ao INENARRÁVEL.
O objeto do natal não teve Sua grandeza diminuída por Sua pequenez, nem Sua pequenez esmagada por Sua grandeza. Imensurável na forma de Deus, minúsculo na forma de servo.
Maria concebeu o inconcebível engravidou
de um ESPÍRITO que habitou o corpo de um bebê que é o seu PAI, se mantendo virgem ao dar à luz
àquele que é a LUZ DO MUNDO. A
criatura gerou o CRIADOR que nunca
foi criado, seu filho é o seu pai, seu bebê é seu DEUS e SENHOR.
O INDIVISÍVEL dentro de uma barriga que carregava o UNIGÊNITO DE DEUS sendo ele três sem que fossem trigêmeos. O SANTO DOS SANTOS é descendente de uma prostituta e filho de uma virgem. O PRIMOGÊNITO DE DEUS era primogênito da agraciada pecadora.
O INFINITO se fez finito e o ETERNO temporal; fez o universo em 6 dias, mas demorou 9 meses para nascer sem nunca ter nascido. Nasceu inocente para se fazer réu. O relojoeiro do tempo, àquele que ERA, É e HÁ DE VIR, era um bebê mais velho que o próprio mundo que o estava recebendo; nasceu no passado para nós, no presente para os que conviveram com Ele e no futuro para os antigos profetas.
Foi carregado por mãos feitas por suas
próprias mãos. As mãozinhas que fizeram o sol e as estrelas, os céus e o mar,
eram pequenas de mais para alcançar a cabeça do gado à sua volta. Soprou em sua
própria narina, EU SOU O FÔLEGO DE VIDA.
A estrela guiou os magos pelo caminho até eles chegarem naquele que é O CAMINHO. Alguém tão GRANDIOSO, que não cabe no universo e contém o mundo na palma das mãos, se revelou ao mundo dentro de um estábulo, um local totalmente desprovido de conforto ou qualquer tipo de glamour e glória que merecia àquele hóspede. O GLORIOSO ressignificou sua glória, o MAJESTOSO se fez humilde.
O SOBERANO
não teve a honraria de ser acomodado em um berço de ouro, com lençóis e
cobertores de linho e seda. O ALTÍSSIMO
fora deitado em um cocho, forrado com capim e selado com baba de animais que carinhosamente
é chamado de manjedoura. Aquele curral era um local repugnante para ser chamado
de maternidade, mas foi feito santuário mesmo sendo completamente inóspito para
acomodar um ser humano, principalmente um Menino-Deus, o PAI DA ETERNIDADE.
A simplicidade rude do local contrastava com Sua divindade. Lavagem, urina e fezes de animais compunham a decoração e o cheiro do ambiente. O CRISTO que não nasceu cristão teve a companhia nada agradável de uma vizinhança bastante indesejada e indigna de um Rei, como os insetos, as pulgas, os carrapatos, os ratos e as baratas; cobras, aranhas e escorpiões poderiam ter picado àquele que é A CURA.
O LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ nasceu em meio aos animais. Ali o PASTOR nasceu CORDEIRO. Teve seu corpo envolto em panos para nos revestir de eternidade.
O
ONIPOTENTE nasceu vulnerável, o GENERAL
DE GUERRA, àquele que criou as trevas e o abismo, num chorinho infantil
rugiu como um leão abalando as estruturas do inferno e instaurando lá o
primeiro sanatório da história ao fazer a morte morrer de medo ao vê-lo nascer.
O PRÍNCIPE DA PAZ, que não veio ao
mundo trazer paz, com medo, encontrou paz no colo de uma simples mortal, que em
teu seio amamentou o PÃO DA VIDA.
Naquele curral o improviso se encontrou
com a obra da salvação já preparada antes da fundação. O DIVINO foi movido por Sua graça, Sua bondade e misericórdia a se
fazer SERVO ao invés de SENHOR, a dualidade se confrontou
revelando um amor incondicional que ao mundo se estendeu.
A morte encontrou a derrota ao se chocar com a VIDA. Antigo e novo testamento, Gênesis e Apocalipse se fundiram. Pecado e perdão, condenação e salvação, trevas e luz, o vazio e a existência, banalidade e glória, limitação e poder, riqueza e miserabilidade, os profetas e O PROFETA, as profecias com o fato, terra e céus, tudo se encontrou ali - A TRINDADE e o homem se reconectaram... Tudo e todos que já existiram ou existirão, coube naquele mísero presépio.
O INTANGÍVEL se tornou palpável e o criador incorporou a criatura; aquele que fez o homem, se fez homem, sendo Ele FILHO DE DEUS e o próprio DEUS, para que os filhos dos homens também pudessem se tornar filhos de Deus; fomos adotados por um bebê... Não somos TRINO como Ele o é, mas somos três... Criaturas, filhos e irmãos de Deus. Escolheu Ele, descer ao nível mais baixo para nos elevar a Ele. Não veio por Ele, mas por nós, sendo que por Ele, para Ele são todas as coisas.
Enquanto cantavam, privilegiados os
anjos assistiram maravilhados a nudez de um SANTO, enquanto ao trocar as fraldas de um bebê, Maria “LIMPAVA
A BUNDA FÉTIDA DE DEUS”.
Maria ensinou o seu Deus de fraldas a andar. Dava água para beber e banho naquele que é a FONTE DE ÁGUAS VIVAS. Maria falava em línguas estranhas com Deus: "Gu-gu-dá-dá / an-gúuuuu / ma-mãe"...
O VERBO QUE SE FEZ CARNE foi uma criança que teve que aprender a falar ao mesmo tempo em que ELE É A PALAVRA.
Como explicar ao mundo que Deus foi legitimamente repreendido por sua mãe?
- “Tire o dedo da tomada mocinho, é perigoso tomar um choque”.
Diria Maria ao menino Jesus nos dias
atuais, correndo atrás da criança que é mais rápida que a velocidade da luz e
que criou a eletricidade junto aos firmamentos do universo de forma ONISCIENTE e ONIPOTENTE.
O FILHO
DE DAVI teve um pai que não era seu pai, mas, assim como sua mãe, ele também
era seu filho, que na forma limitada de carpinteiro, corrigia o INERRANTE!
Ensinou uma profissão ao ARQUITETO do universo, aquele que criou
os céus e tudo o que há debaixo dele aprendeu a fazer móveis e objetos de madeira.
José regia o REGENTE de todas as coisas numa vila insignificante, lá brincava de
rodar pião com quem fez os planetas rotacionarem e transladarem ordeiramente em
volta um dos outros, cada um em sua galáxia.
Ensinava os números para aquele que é INFINITO. Disputava forças num cabo de
guerra com aquele que tinha o principado em seus ombros e carregaria o peso do
pecado do mundo em suas costas.
Jesus,
você entendeu o que eu disse?
-
Sim senhor papai!
Respondia DEUS, o SENHOR para um pecador.
O Onisciente se fez ignorante: "Papai, onde está você?"
Eis a pergunta... Era o pai que procurava o filho ou o filho que procurava O PAI numa ingênua brincadeira de pique esconde entre o mortal e o IMORTAL?
É José! sabe de nada inocente!
A criancinha só estava sendo sarcástica, assim como ela foi com Adão lá no
Éden. "Adão, onde está você?"
José ensinou Deus a orar. Antes de
dormir, o carpinteiro dava a palavra à criancinha. Agora é sua vez de orar meu
filho; então o PAI ETERNO começa:
-- "Papai, nós que estamos no céu, santo é o nosso nome, nos agradecemos por este dia que nós criamos, em nome de mim mesmo, amém!"
O INVIOLÁVEL,
despiu-se de sua glória, preferindo confiar a missão mais importante da
história nas mãos de um simples carpinteiro e uma dona de casa ao invés de
nobres e doutores da lei.
O REI DOS REIS, perseguido fugiu do rei. O DESCENDENTE DE DAVI, de Belém, de Nazaré, da Judéia, da Palestina, da Galileia... O onipresente itinerante que não tinha onde repousar sua cabeça, não nasceu numa pousada nem num palácio para que seu endereço de nascimento não devesse ser encontrado nas condições humanas, muito menos em algum lugar físico para ser objeto de idolatria.
Ele nasceu num dia qualquer, num lugar
qualquer para nascer todos os dias nos quatro cantos da terra, fazendo de cada
coração uma manjedoura, edificando presépios nas mentes daqueles que O aceita, O
adora e O celebra.
O homem intitulou o dia em que Deus
nasceu e o chamou de natal, uma data para comemorar o aniversário daquele que
vive em nós, mas o presente salvífico nos foi dado.
Nada merecemos, o inferno seria nossa herança, mas o AMOR se deu a nós para nos dar o céu como recompensa.
O governo está nEle, a manjedoura está vazia, mas o trono está ocupado. O rejeitado e sem teto está preparando para nós morada celestial em ruas de ouro e cristais. Ele não era nobre e nem era o mais vistoso, mas seu nome é MAJESTOSO e Sua face reflete a minha identidade. Sua loucura é mais sábia e Sua fraqueza é mais forte.
O IMUTÁVEL
encarnado, subverte a percepção de realidade e transcende a compreensão
humana de sabedoria. Para terminar de enlouquecer os sábios e os incrédulos
deste mundo, a ciência nos diz que precisamos de no mínimo 4 elementos básicos
para sobrevivência: água, ar, comida e luz. Conforme já foi exposto acima, veja
que interessante o que a bíblia nos diz sobre Jesus:
¹ EU SOU A FONTE DE ÁGUAS VIVAS.
² EU SOU O FÔLEGO DE VIDA.
³ EU SOU O PÃO DA VIDA.
⁴ EU SOU A LUZ DO MUNDO.
A
CIÊNCIA ESTÁ CERTA! Não precisamos de nada além de Jesus para viver,
é por causa dEle que eu nasci morto, mas vou morrer vivo.
Portanto, a mensagem de natal se resume
em:
“O MUNDO NÃO PODE SALVAR A SI MESMO”!
Neste pequeno texto há 54 menções sobre
características e atributos de Deus.
1. INENARRÁVEL
2. ESPÍRITO
3. LUZ DO MUNDO
4. CRIADOR
5. DEUS
6. SENHOR
7. INDIVISÍVEL
8. UNIGÊNITO DE DEUS
9. DOS SANTOS
10. PRIMOGÊNITO DE DEUS
11. INFINITO
12. ETERNO
13. ERA, É e HÁ DE VIR
14. EU SOU O FÔLEGO DE VIDA
15. O CAMINHO GRANDIOSO
16. GLORIOSO
17. MAJESTOSO
18. SOBERANO
19. ALTÍSSIMO
20. PAI DA ETERNIDADE
21. CRISTO
22. A CURA
23. LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ
24. PASTOR CORDEIRO
25. ONIPOTENTE
26. GENERAL DE GUERRA
27. PRÍNCIPE DA PAZ
28. PÃO DA VIDA
29. DIVINO
30. SERVO
31. O PROFETA
32. TRINDADE
33. INTANGÍVEL
34. FILHO DE DEUS
35. TRINO
36. SANTO
37. FONTE DE ÁGUAS VIVAS
38. O VERBO QUE SE FEZ CARNE
39. É A PALAVRA
40. ONISCIENTE
41. ONIPOTENTE
42. FILHO DE DAVI
43. ARQUITETO
44. REGENTE
45. INFINITO
46. O PAI
47. IMORTAL
48. PAI ETERNO
49. INVIOLÁVEL
50. REI DOS REIS
51. DESCENDENTE DE DAVI
52. AMOR
53. MAJESTOSO
54. IMUTÁVEL
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ENXADA DE PAPEL – UM LIVRO NADA ORIGINAL
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