Deus tem relação com as catástrofes?

 


DEUS TEM ALGUMA COISA A VER COM AS CATÁSTROFES NATURAIS?

Você certamente já ouviu a expressão: “LEIS DA NATUREZA”. É uma expressão que combina muito bem com as más intenções de alguns conceitos filosóficos. Na realidade ela tem sim suas raízes na filosofia, e se mistura também com as ciências antigas. Recebeu o pontapé inicial ainda lá trás, com Platão e Aristóteles na filosofia grega com conceitos como: “Nomos” (lei) e “Physis” (natureza). Ao longo dos séculos e das eras, ela passeou por outros diversos conceitos filosóficos. Tomás de Aquino na filosofia medieval discutiu “lex naturalis” (lei natural). Na era do Renascimento, filósofos importantes utilizaram "leis da natureza" para descrever princípios científicos.

Foi no iluminismo que este conceito “leis da natureza” se consolidou de vez. Você também já deve ter ouvido falar de Sir Isaac Newton, um dos maiores cientistas da história e suas famosas “Leis de Newton”, publicadas em 1687, na sua obra épica: "Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica" (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural), essas leis impactaram significativamente não somente a física clássica, mas também:  a metafísica, a epistemologia, a filosofia da ciência, a filosofia da natureza, a ética e principalmente as principais correntes filosóficas que vieram depois dela, como, por exemplo, o Determinismo, onde Isaac Newton demonstrou que o universo segue leis previsíveis. O Racionalismo foi influenciado ao ponto de acreditarem na ideia de que a razão e a lógica podem explicar fenômenos naturais. A ênfase na razão foi tão forte que limitou a compreensão divina por meio da fé. Também no Empirismo, Newton combinou observações experimentais com deduções matemáticas. Já no Deísmo, Newton apresentou um Deus racional, reduzido a um mero criador do universo e suas leis.

E não para por aí, esta icônica obra de Isaac Newton gerou grandes mudanças nas relações, não apenas entre ciência e filosofia, mas também religião e fé, propondo mudanças significativas na visão sobre Deus, abordando novas perspectivas teológicas.

Na Teologia Natural, que é o estudo da natureza para entender Deus, buscam compreender a existência e a natureza de Deus através da observação, tanto da natureza, bem como da razão e da ciência. Em contrapartida, a Teologia Racional foca na aplicação da lógica e da razão para entender os conceitos teológicos e a fé, independentemente da experiência sensorial. Procura estabelecer verdades universais através da dedução racional, seu foco é a razão pura como verdade absoluta.

O Deus de Isaac Newton possui algumas características específicas, para o cientista, Deus é o criador supremo que estabeleceu leis universais, através de sua onipotência, Ele pode intervir sim, mas... escolhe não interferir. É como se Deus fosse um relojoeiro que criou um relógio (o universo), permitindo que funcione autonomamente, fazendo apenas alguns ajustes ocasionais para manter o equilíbrio, manter a máquina funcionando.

Foi principalmente no Iluminismo, no século XVIII (1685 – 1815) que a expressão “Leis da Natureza” se tornou comum, ganhando muita força e relevância. Desde então, vem sendo propagada com muito êxito com o intuito camuflado de descredibilizar Deus na condução do universo. Assim como Newton, porém com algumas pitadas mais ardilosas, para Voltaire, um dos principais filósofos desta época, Deus até era sim o grande arquiteto do universo, para ele até que era evidente a existência de Deus, mas pelas vias da razão e não pela fé. Seus argumentos visavam dar ao homem cada vez mais liberdade e autonomia, livre da relação do homem para com a religião e a fé. Voltaire alegou que:

“DEUS FEZ O UNIVERSO, MAS NÃO INTERVÊM MAIS NELE, DEU CORDA NO RELÓGIO E O ABANDONOU A SUA PRÓPRIA SORTE, E, PORTANTO, O HOMEM É UM SER LIVRE”.

No século XIX, o conceito do Positivismo (1798 – 1857), por vias do famoso filósofo Augusto Comte, as ideias sobre as “Leis da Natureza” foram reforçadas. A física moderna e teorias como a Relatividade e a Mecânica Quântica solidificaram o conceito no século XX.

À época, alguns teólogos, tanto católicos, quanto protestantes, bem como também alguns filósofos criticavam a obra de Newton, pois a viam como uma ameaça à autoridade divina.

Os anos passam, mas as influências se arrastam; segundo o estadista e filósofo irlandês Edmund Burke, que sabiamente disse certa vez que:

“Cada vez mais os homens vivos são influenciados por homens mortos".

E já quanto ao século XXI... séculos de teorias maléficas à fé cristã e disruptiva entre Deus e o homem, o criador e a criatura, será que chegaram até nós?

Os estragos dessas filosofias colocadas em prática, não ficaram restritos aos debates nos meios universitários e científicos, pois, grandes, renomadas e tradicionais academias evangélicas e as escolas de teologias, locais onde se formam os pastores e realiza-se a maioria das pesquisas teológicas, não ficaram imunes a invasão iluminista e consequentemente também tiveram suas estruturas abaladas. Sendo assim, as cruzadas missionárias, a formação de pastores, as edificações de novas igrejas; ou seja, tudo passou naturalmente a sofrer sérias transformações com as influências daquilo que se tornou conhecido como Liberalismo Teológico, inclusive o próprio Evangelho não escapou; nascimento, milagres, pecado, salvação, ressurreição... Pra eles, essas coisas não passam de teologia; não corresponde à realidade, não existe, é apenas parte de uma religião moralista.

“FICA DIFÍCIL SABER QUAL DESTES TRÊS, QUEM É MAIS INCRÉDULO:  OS ATEUS, OS AGNÓSTICOS OU OS

PASTORES E TEÓLOGOS LIBERAIS”.

Pastor Paulo Júnior

A existência de Deus não é uma demonstração lógica ou científica, mas de consciência interior. As verdades centrais do Evangelho cristão são atingidas somente através do compromisso pessoal, pois, Jesus não entregou nenhuma mensagem numa bandeja. Para descobrir a sua veracidade, era necessário um compromisso pessoal. É para aqueles que o seguem que ele dá o entendimento. É seguindo a Ele que os homens encontram o Pai.

 “Não busco compreender para crer, mas

creio para compreender. efetivamente

creio, porque, se não cresse, não

conseguiria compreender”.

Anselmo de Cantuária

Sem assumir um compromisso com Cristo, pela fé, o observador não tem realmente condições de dar valor à natureza do cristianismo, ele só pode observar aos outros do lado de fora, pela crítica, mas ele mesmo não saberá o que é crer, muito menos experimentar.

“Eu creio para que eu possa compreender”.

Agostinho de Hipona

Basicamente significa que quem tem fé adquire o conhecimento que vem de Deus e das coisas de Deus e quem alcança o conhecimento de Deus inevitavelmente aumenta a sua fé.

2 PEDRO 1: 5 - 9 (N.V.I)

5 Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento;

6 ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade;

7 à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor.

8 Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos.

9 Todavia, se alguém não as tem, está cego, só vê o que está perto, esquecendo-se da purificação dos seus antigos pecados.

Para piorar ainda mais a narrativa, as diversas ideologias globalistas espalhadas pelo mundo carregam um tom ainda mais disruptivo entre a natureza e Deus, se não bastasse “leis da natureza”, você certamente já ouviu em algum lugar as expressões: “Mãe natureza” e ‘Mãe terra”.

Mas, o que tudo isso me interessa e tem a ver com entre Deus e as Catástrofes?

QUAL A RELAÇÃO DE DEUS COM A NATUREZA?

Deus não está separado da criação por uma cerca de leis vivas. Quando perguntados se Deus tem algo a ver com o que aconteceu com os incêndios em Los Angeles – EUA, ou outrora aqui no Brasil com a catástrofe das enchentes no estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, alguns pastores dizem não saber ao certo, outros até afirmam que Deus não tem nada a ver com os fatos.

Infelizmente esta é uma crença muito comum no meio cristão, onde muitos têm uma visão deturpada da relação de Deus com a natureza. Ora! Mas como assim? Está explícito na bíblia: DEUS CONTROLA TODA A NATUREZA!

Vamos recorrer então àquilo que norteia verdadeiramente a fé cristã e dá base aos nossos pensamentos à cerca do Criador e Soberano Senhor... A PALAVRA DE DEUS! Comecemos pelo Salmo 29.

Salmo 29: 3 – 5 (N.T.L.H)

3 A voz do Senhor é ouvida sobre as águas; o glorioso Deus troveja, e sobre os mares se ouve a sua voz.

4 A voz do Senhor é cheia de poder e majestade;

5 a sua voz quebra as árvores de cedro, quebra até os cedros do Líbano.

No restante todo do salmo 29, podemos ver 7 vezes DEUS DANDO ORDEM À NATUREZA.

Lucien Babin, teólogo reformado francês, critica esta expressão "leis da natureza" por considerá-la deficiente por sugerir que a natureza é autônoma e que ela age de maneira independente de Deus. “LEIS DA NATUREZA”, certamente não é o melhor dos termos para explicar a verdadeira “ORDEM DA NATUREZA”.

Atos 17: 28ª (N.T.L.H)

Pois nele vivemos, nos movemos e existimos...

Como é que é Paulo? Ninguém existe, se move e vive à parte de Deus? Não! Ninguém!

“A natureza não existe nem por um momento independente de deus.

Deus não fica de fora da natureza por uma

cerca viva de leis”.

Luciene Babin

João 1: 1 (N.T.L.H)

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

É praticamente unânime que os cristãos concordam com a passagem de João1:1, de que todas as coisas foram feitas por Ele, mas a bíblia não diz apenas que Deus fez todas as coisas, a bíblia é clara e nos diz que DEUS SUSTENTA todas as coisas:

Hebreus 1: 3 (N.V.I)

O Filho é o resplendor da glória de Deus, a expressão exata do seu ser, E SUSTENTA TODAS AS COISAS POR SUA PALAVRA PODEROSA.


Você se lembra de Jesus dando ordem ao vento e parando a tempestade? Rasgaram de suas bíblias esta passagem?

Mateus 8: 26b - 27 (N.TL.H)

26b ... Ele se levantou, falou duro com o vento e com as ondas, e tudo ficou calmo.

27 Então todos ficaram admirados e disseram:

— QUE HOMEM É ESTE QUE MANDA ATÉ NO VENTO E NAS ONDAS?!

Na bíblia deste povo ainda tem a famosa passagem do profeta Jonas? Qual história é contada ali naquela passagem?

Deus mandou o profeta Jonas ir pregar em Nínive e ele não queria obedecer a Deus, pegou um navio em direção oposta, para Társis, quando, no trajeto, sobreveio uma grande tempestade com fortes ventos, então os marinheiros decidiram tirar a sorte para ser quem era o culpado daquela fúria de Deus para com eles. Jonas foi sorteado, confessou que estava em desobediência e que a culpa era dele sim, por isso pediu pra ser lançado ao mar. Assim que isso aconteceu a tempestade cessou imediatamente.

A história continua com Jonas sendo engolido por um grande peixe, a bíblia mostra em Jonas 1: 17 que este grande peixe foi PREPARADO PELO PRÓPRIO DEUS para que o engolisse, possivelmente este grande peixe era uma baleia, passando Jonas ali então, 3 dias e 3 noites dentro de sua barriga. Como que um ser humano conseguiria sobreviver 3 dias e 3 noites dentro do sistema digestivo de um grande peixe? Fora conservado por quem? Pois é!

 Posteriormente, este grande peixe vomitou Jonas na praia de Nínive, local exato onde Deus queria que o profeta tivesse ido anteriormente. Depois de pregar e o povo aceitar a pregação, Jonas ficou bravo e decidiu sair da cidade e ficar observando de longe para ver o que aconteceria com ela. Foi então que DEUS FEZ NASCER UMA PLANTA PARA FAZER SOMBRA PARA PROTEGER JONAS DO CALOR. No entanto, na manhã do dia seguinte, POR ORDEM DE DEUS, eis que Ele enviou um bicho que atacou a planta que protegia Jonas e ela secou. Logo depois, com a intenção da aplicar uma lição em Jonas, DEUS MANDOU UM VENTO QUENTE VINDO DO LESTE que queimava a cabeça do profeta que ficou irado e desejou morrer, tamanha sua aflição com o calor tão intenso.

Só nesta pequena passagem, está mais que provado como que Deus age diretamente na natureza, seja a nosso favor ou contra nós.

Quer história melhor, mais clara e mais objetiva que o próprio dilúvio? A maldade humana subiu até Deus que se irou e eis que o próprio DEUS ANUNCIOU O DILÚVIO E DEU ORDEM A NOÉ PARA SE PREPARAR CONSTRUINDO A ARCA, pois ele mandaria o dilúvio e acabaria com toda a vida na terra. Noé nem sequer precisou caçar os animais para entrarem na arca, FORAM AS LEIS DA NATUREZA, O INSTINTO ANIMAL OU O PRÓPRIO DEUS QUE OS CONDUZIU ATÉ LÁ?

Lembra das pragas do Egito? DEUS ANUNCIAVA QUE MANDARIA TAL PRAGA, E TAL PRAGA ACONTECIA DIRETAMENTE ATRAVÉS DE SUA ORDENANÇA. Exceto a praga dos primogênitos que teve ação sobrenatural de vida e de morte, TODAS AS OUTRAS PRAGAS ENVOLVERAM DIRETAMENTE A NATUREZA (Água em sangue – Rãs - Piolhos – Mosquitos – Peste nos gados – Úlceras – Tempestade de pedras e raios – Gafanhotos – 3 dias de escuridão total).

Salmo 24: 1 - 2 (N.TL.H)

1 Ao Senhor Deus pertencem o mundo e tudo o que nele existe; a terra e todos os seres vivos que nela vivem são dele.

2 O Senhor construiu a terra sobre os mares e pôs os seus alicerces nas profundezas do oceano

A verdadeira perspectiva cristã deveria ser que a voz do senhor comanda sobre todos os elementos, sobre a natureza como um todo, sobre os animais, sobre os elementos e tudo o que existe, até o homem. Ele não existe à parte de Deus, de forma independente, nem mesmo os homens maus.

Provérbios 21: 1 (N.V.I)

O coração do rei é como ribeiros nas mãos do Senhor; ele o dirige para onde quer.

Como é que é? Até o coração dos homens mais poderosos estão nas mãos de Deus? É isto que o texto está dizendo, ninguém existe à parte de Deus.

Romanos 8: 28 (ALM21)

Sabemos que Deus faz com que TODAS AS COISAS concorram para o bem daqueles que o amam, dos que são chamados segundo o seu propósito...

O versículo não está dizendo: “uma coisa – alguma coisa ou qualquer coisa, ele diz claramente TODAS AS COISAS.

E, por conta da nossa separação da comunhão com Deus lá no Éden, de nossa pequenez e miserabilidade, é difícil conseguirmos entender certas coisas como esta deste versículo de Romanos 8: 28, por exemplo; todas as coisas incluem as coisas ruins, dolorosa e até mesmo trágicas. Seguindo este raciocínio, o fato é que até mesmo homens abomináveis como Hitler, por exemplo, se enquadram em Romanos 8:28 e só existem segundo a vontade de Deus. Quer gostemos ou não, aceitemos ou não, compreendemos ou não, nossa consternação, nossas birras, não muda nada nos desígnios de Deus. Nenhum pardal morre e nem um fio de cabelo cai de nossa cabeça sem o consentimento divino, disse Jesus.

Mateus 10: 29 – 30 (N.V.I)

29 Não se vendem dois pardais por um asse? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês.

30 Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. 

Até o mais insignificante dos animais só morre no dia que Deus determina, até o mais insignificante dos detalhes da existência humana, como um mísero fio de cabelo caindo de nossas cabeças, só cai porque Deus decretou.

Agora você quer me dizer quando acontece uma tragédia como essa em Los Angeles, ou qualquer outra tragédia natural de todo tipo, que Deus não tem nada a ver? Ele controla tudo!

Deuteronômio 32: 39 (A.C.F)

Vede agora que eu, EU O SOU, e mais nenhum deus há além de mim; EU MATO, E EU FAÇO VIVER; EU FIRO, E EU SARO, e ninguém há que escape da minha mão.

Ele dirige a natureza, Ele controla a natureza e inclusive utiliza a natureza para mostrar a Sua Glória, a Sua grandeza Seu poder, Sua autoridade, Sua bondade e também a Sua justiça e o Seu juízo para com os homens.

Lembremos novamente do dilúvio e das pragas do Egito onde Deus usou a natureza para punir o homem. Há casos também onde Deus utilizou a natureza em favor do homem ou de um povo. Uma passagem que exprime bem este fator é a do terremoto em que Deus utilizou na cidade de Filipos para libertar Paulo e Silas da Prisão, lembra?

No reinado do rei Acabe e sua esposa Jezabel, um reinado marcado por rebeldia e desobediência, bem como também idolatria, pois adoravam a Baal. O profeta Elias profetizou uma seca severa que durou 3 anos e meio destruindo a agricultura daquela nação, houve fome e miséria por todo Israel.

Nesta história vemos Deus interferindo incontestavelmente na natureza com 3 objetivos diferentes – Usou a seca e a fome para punir um rei mal, idólatra e rebelde, e também contra o próprio povo de Israel, incrédulos e que também praticavam idolatrias e quebraram a aliança que tinham com Deus. Mas olhe que curioso... Ao mesmo tempo ele interferiu em favor de um único homem, o profeta obediente, de uma forma até inusitada por sinal. Depois da profecia, Deus mandou que o profeta Elias fugisse para o leste e se escondesse no córrego de Querite, ao lado leste do rio Jordão.

1 Reis 17: 4 – 6 (N.B.V-P)

4 Beba água do córrego e coma o que os corvos lhe trouxerem, pois eu dei ordem a eles para trazerem alimento a você”.

5 Ele obedeceu ao Senhor e ficou acampado junto ao córrego de Querite a leste do Jordão.

6 Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e de tarde, e ele bebia água do córrego.

E a magnifica história de Josué quando ele liderava o exército do Senhor na conquista de Canaã contra os amorreus... será que Deus interferiu na natureza ou não?

Josué 10: 12 – 14 (N.B.V-P)

12 No dia em que o Senhor entregou os amorreus aos israelitas, Josué orou ao Senhor em alta voz: “Que o sol pare sobre Gibeom, e que a lua fique onde está, sobre o vale de Aijalom!”

13 E o sol e a lua ficaram parados até que o exército de Israel terminasse de destruir os seus inimigos. O Livro dos Justos faz uma descrição mais detalhada deste fato. Assim o sol parou nos céus e não saiu por quase vinte e quatro horas.

14 Nunca antes nem depois houve um dia como esse! Pois o Senhor fez parar o sol e a lua, atendendo ao pedido de um homem!

Não tem como deixar de lado a saída do povo de Deus do Egito e sua passagem pelo deserto e tudo de magnífico que ali aconteceu, são diversas as interferências de Deus e toda Sua glória e poder se manifestando nesta história:

Não precisaremos de muitas explicações com relação ao calor intenso que se faz durante o dia num deserto não é mesmo? Assim como também, o frio que se faz durante a noite. Esta teoria rasa, barata e nefasta de que Deus criou o universo como um relógio, deu corda e virou as costas não se sustenta diante desta história bíblica.

O mais incrível é que para cuidar do seu povo e resolver os problemas com calor e frio, Deus, não apenas interferiu, PRESTE ATENÇÃO AQUI... Deus não apenas interferiu na natureza, bem como também, ELE PRÓPRIO EM PESSOA SE MANIFESTOU ATRAVÉS DELA:

Êxodo 13: 21 – 22 (N.B.V-P)

21 O Senhor ia adiante deles, para mostrar o caminho. De dia, o Senhor ia numa coluna de nuvem, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminar o caminho. Assim podiam caminhar de dia e de noite.

22 A coluna de nuvem, de dia, e a coluna de fogo, de noite, nunca se afastaram do povo de Israel.

Há outras diversas manifestações da interferência divina nesta história que não pode ser ignorada:

·       Maná celestial (Êxodo 16:4-36).

·       Água da rocha (Êxodo 17:1-7, Números 20:7-11).

·       Fogo divino que queimou as beiras do acampamento do povo (Números 11:1-3).

·       Nuvens de glória (Êxodo 16:10, 24:15-18).

·       Terremoto (Números 16:30-34).

·       Praga de serpentes venenosas (Números 21:4-9).

·       Fogo que consumiu Corá, Datã e Abirão (Números 16:35).

·       Morte de Nadabe e Abihu, filhos do sumo sacerdote Arão (Levítico 10:1-3).

·       Coluna de fogo noturna (Êxodo 13:21-22).

·       Coluna de nuvem diurna (Êxodo 13:21-22).

·       Pomba branca indicando o caminho (Números 9:15-23).

·       Montanha em chamas (Êxodo 19:16-25).

·       Terremoto no Monte Sinai (Êxodo 19:18).

E não para por aí; não nesta exata ordem, mas, quando Moisés caminhava com o povo pelo deserto, eis que o faraó, arrependido por ter deixado o povo partir, marchou com seu exército atrás de Moisés e do povo, a fim de fazê-los retornar à escravidão. Quando faraó estava prestes a alcançá-los. Moisés e o povo estavam numa região que não tinham como fugir nem se proteger, estavam encurralados, atrás, faraó e seu exército, à frente só o Mar Vermelho, eis então que Deus colocou a coluna de fogo atrás do povo, não permitindo que Faraó os alcançassem. Ao mesmo tempo, eis que Deus realiza ali uma de suas maiores maravilhas vista pelo homem, a famosa travessia do mar vermelho, onde o Senhor, dividiu o mar para que o povo pudesse passar à pés secos.

O Livro de Jó também é fantástico, ali, diante das argumentações de Jó, Deus faz nada menos que 70 perguntas a Jó referentes à criação e toda Sua glória, mas há uma passagem que eu gostaria de destacar sobre como Deus deixa claro que ele interfere na natureza, inclusive para punir os homens.

Jó 38: 22 - 23 (N.B.V-P)

22 Você já entrou no meu depósito, onde guardo a neve e a geada, e as chuvas de pedras,

23 para usar em tempos de sofrimento e como arma contra os meus inimigos

Lembremos de Sodoma e Gomorra, que devido à extrema corrupção, crimes e imoralidades como homossexualidade e incestos, por exemplo. O nível de imoralidade daquele povo era tão grande que o povo quis ter relações sexuais até mesmo com os anjos que lá chegaram e foram recebidos por Ló em sua casa. O que será que mais acontecia nos bastidores daquele prostíbulo urbano? O que Deus fez com aquelas duas cidades? Deus as destruiu com fogo e enxofre, reduzindo-as à pó e cinzas. O resto é história.

E o livro de apocalipse, ainda existe nas bíblias modernas? Em Apocalipse, DEUS ANUNCOU VÁRIAS CATÁSTROFES NATURAIS: “Eis que um anjo, que é um servo de Deus, A MANDO DE DEUS, TOCARÁ A TROMBETA E DIVERSAS CATÁSTROFES NA NATUREZA ACONTECERÃO: “o anjo tocará a trombeta e uma Montanha cairá sobre o mar matando a vida marinha e destruindo embarcações - o anjo tocará novamente a trombeta e uma estrela cairá nos rios contaminando a água potável e levando a morte, inúmeros homens”.  (Terremotos - Eclipses solares e lunares - Chuvas de estrelas - Fogo do céuGranizo - Seca e fomePestes - Mares revoltos - Montanhas e ilhas desaparecidasEscuridão).

Tudo isso serão catástrofes naturais descritas em Apocalipse. Controladas sim pelas leis naturais criadas por Deus, mas ordenadas e executadas pelo mesmo Deus.

ACASO O DEUS DE GÊNESIS É DIFERENTE DO DEUS DE APOCALIPSE?

Sério mesmo que você ainda acredita nesta narrativa que Deus, depois de ter criado a natureza com suas leis, Ele apenas observa o que acontece com ela, e vira as costas e finge que nada está acontecendo? A resposta definitiva é não!

Apocalipse 9: 20 - 21 (N.V.I)

20 Os outros homens, que não foram mortos por essas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que não podem ver, nem ouvir, nem andar.

21 Não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.

Interessante como que mesmo depois de todas as catástrofes naturais narradas lá em Apocalipse depois da quinta e da sexta trombetas, os outros homens que não foram mortos por essas pragas e catástrofes, não se arrependeram de seus crimes e das obras de suas mãos, não deixaram de adorar os demônios.

O que, em geral, todos estes textos bíblicos estão dizendo é que Deus utilizou a natureza para punir os homens por seus pecados, em apenas um ou outro, como vimos, a natureza não foi usada para punir o homem. Em todos eles Deus esperava era que os homens se arrependessem, entretanto, eles não fizeram isso e se tornaram mais duros ainda.

Portanto, cabe a nós, nos humilharmos diante da verdade explícita na palavra do Senhor, reconhecermos nossa pequenez, nossa miserabilidade e pedirmos perdão a Deus e à partir de então, reconhecermos Seu poder, Sua majestade, Sua glória, pois, cada pardal que morre e cada fio que cai de nossa cabeça, não é por acaso!

A natureza não existe de maneira independente de Deus; cada queimada, cada alagamento, temporal, enchente, cada terremoto, cada tsunami, cada catástrofe... é Deus, por meio da natureza dizendo: “PAREM DE PECAR, VOLTEM-SE PARA MIM.”

ARREPENDAM-SE!!!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O caos político brasileiro é resultado da sociedade que somos e reflexo da Igreja que não somos.

A LOUCURA DO NATAL – UM PARADOXO ATEMPORAL

DESPERTA Ó TÚ QUE DORMES